Diocese de Palmas e Francisco Beltrão

Bem Vindos, 19 de Fevereiro de 2018

PLANOS DE PASTORAL

► Apresentação

    12/04/2011, por ""

    XIV Plano Diocesano da Ação Evangelizadora

     

    Apresentação

     

                Com alegria apresento o calendário de atividades para o ano de 2011, as decisões da X Assembleia Diocesana de Pastoral e o XIV         Plano da Ação Evangelizadora da Diocese de Palmas - Francisco Beltrão. O ano de 2010 foi muito trabalhoso, especialmente o trabalho da X Assembleia. São tantas as bonitas propostas aprovadas que é difícil saber qual é a mais importante para começar a trabalhar.

                As palavras que mais se destacam em todo este trabalho são: experiência pessoal de Jesus Cristo, Palavra de Deus, missionariedade, pastorais sociais, pastoral familiar, comunidade, liturgia, Meios de Comunicação Social, dízimo, etc. Estas indicam a necessidade de caminhar juntos e trabalhar num "estilo" de Pastoral de Conjunto.

                A Campanha da Fraternidade traz o lema: "a criação geme em dores de parto" (Rm 8,22) e tem como tema central a vida no planeta. Nos chama e convida a empreendermos um grande mutirão para a defesa da vida. Com tantos desafios, que Nossa Senhora Mãe da Igreja nos conduza a todos e nos ajude a fazer as melhores opções em nosso trabalho.

     

     

    Francisco Beltrão, dezembro de 2010.

     

                                       Pe. Geremias Steinmetz

                            Coordenador Diocesano da Ação Evangelizadora

     

     

     

    PROPOSTAS APROVADAS NA X ASSEMBLÉIA DIOCESANA DE PASTORAL PARA O XIV PLANO DIOCESANO DA AÇÃO EVANGELIZADORA

     

    •I.                   Marco da realidade (a realidade que nos interpela)

     

    •1.       Desde 1933 somos uma Igreja Particular. Eram os primeiros anos, e a identidade era apenas de uma prelazia. A partir de 1958 nossa Igreja recebeu um novo perfil. Tornou-se Diocese de Palmas. A D. Carlos Eduardo Sabóia Bandeira de Mello, até então Bispo Prelado, foi confiado o pastoreio como Bispo Diocesano. Exerceu com grandeza sua missão até 1969, quando faleceu.

     

    •2.       A partir de 14 de junho de 1970 a diocese foi confiada às mãos lúcidas de D. Agostinho José Sartori. Exerceu seu pastoreio com desvelo e afeição por 35 anos. Em 1987 a diocese passou a ter duas sedes: Diocese de Palmas-Francisco Beltrão. A partir de setembro de 1996 D. Luiz Vicente Bernetti juntou-se a D. Agostinho no ministério episcopal da Diocese. Permaneceu até 2005, quando assumiu a Diocese de Apucarana. Em dezembro de 2005 d. José Antonio Peruzzo tomou posse como terceiro Bispo Diocesano.

     

    •3.       Hoje a Diocese se estende por uma área de 18.719 km2. Sua população é de aproximadamente 590.000 habitantes. São 44 Paróquias e 03 Reitorias, 1122 capelas, distribuídas em 42 Municípios. Atuam na diocese 77 sacerdotes (36 Diocesanos e 41 Religiosos), 07 Diáconos Permanentes, 114 religiosas, em torno de 7000 catequistas e 2434 Ministros Auxiliares de Comunidade.

     

    •4.       D. Carlos destacou-se grandemente pelas bases pastorais que lançou nesta região: a formação e criação de paróquias, a criação do Seminário São João Maria  Vianney, a riqueza das suas Cartas Pastorais, criação do CPEA, Faculdades de Palmas, a sua participação no Concílio Vaticano II, etc.

     

    •5.       Com D. Agostinho José Sartori, a partir de 1970, iniciou-se um outro período para a evengelização na diocese. Era forte o influxo do Concílio Vaticano II (1962-1965) e, de modo especial, o da Conferência de Medellin (1968), que buscava interpretar as novidades do concílio para a realidade da América Latina. A renovação no modo de perceber a Igreja, de viver a liturgia, de entender a catequese e os diversos ministérios, de buscar a participação das comunidades precisava chegar urgentemente aos pagos da Diocese de Palmas. Sem citar muitos outros feitos, cabe ressaltar aqui a caminhada feita com as mais diversas Assembléias Diocesanas de Pastoral. Este meio foi usado com muita determinação por D. Agostinho, pois via nelas um método eficaz de desenvolvimento da evangelização nesta diocese. Assim surgiu a série de Planos Diocesanos de Pastoral e das Assembléias Diocesanas de Pastoral.

     

    •6.       Em dezembro de 2005 assumiu a Diocese de Palmas - Francisco Beltrão D. José Antonio Peruzzo, 3º Bispo Diocesano. Em 2006, juntamente com a Coordenação Diocesana da Ação Evangelizadora, organizou a IX Assembleia Diocesana de Pastoral que definiu como prioridades a Pastoral Familiar, a organização do Setor Juventude e as Santas Missões Populares.

     

    •7.       Para o ano de 2010 ficou a missão de organizar e fazer acontecer a X Assembléia Diocesana de Pastoral e a elaboração do XIV Plano Diocesano da Ação Evangelizadora. A partir da proposta elaborada por uma equipe especialmente nomeada para este fim por D. José Antonio Peruzzo, muitas comunidades foram ouvidas. As Paróquias se  organizaram para fazer acontecer a leitura da realidade diocesana. As idéias que seguem são fruto deste trabalho de estudo e síntese da nossa realidade assim como foi apresentada pelas comunidades e pelas lideranças paroquiais e diocesanas.

     

    •8.       Alguns dos clamores que brotaram da Assembleia são estes:

     

    •a.       Um forte apelo para o melhor aproveitamento do potencial evangelizador dos Meios de Comunicação Social.

    •b.       A Igreja precisa revitalizar as Pastorais Sociais como concretização da evangélica opção pelos pobres e excluídos. Faz parte desta preocupação a necessidade de a Igreja formar com maior atenção as pessoas que a representam nas mais diversas organizações da sociedade.

    •c.       A Pastoral de Conjunto continua sendo um grande apelo, pois ainda não conseguimos fazer dela um estilo ou modo de agir pastoralmente. Estamos ainda muito divididos nos trabalhos pastorais. Esta é, também, uma maneira de vencermos a falta do "senso" de pertença ou de diocesaneidade.

    •d.       Muitos destes problemas podem ser tratados com um maior conhecimento da Sagrada Escritura e buscando nela e na Liturgia o sustento da nossa Espiritualidade. 

    •e.       Outra questão que apareceu com muito vigor foi a reestruturação das comunidades e o redimensionamento das festas e promoções. Esta levanta o problema da venda e consumo "exagerados" de bebidas alcoólicas nas promoções das comunidades; os altos preços cobrados pelas bandas e também da "pastoralização" das coordenações das comunidades que muitas vezes só valorizam a questão material.

    •f.        Apesar de terem sido prioridade no XIII Plano de Pastoral de Pastoral, os adolescentes, os jovens e a Pastoral Famíliar continuam sendo causa de muitas preocupações.

    •g.       O modo de sustentação das paróquias e comunidades continua sendo um problema, por  isso a Pastoral do Dízimo continua exigindo atenção.

    •h.       A formação de lideranças é um apelo permanente, de modo especial quando se trata do aprofundamento do  encontro pessoal com Jesus Cristo mas também questiona-se a perseverança de lideranças na continuidade da própria formação.

    •i.        O desafio da conversão pastoral apareceu sob diversos aspectos: mudanças de estruturas pastorais, a idade para receber o sacramento da Crisma, reorganização das instâncias de decisões pastorais da diocese.

     

     

     

     

     

    MARCO DOUTRINAL - O QUE CREMOS?

     

    •j.        Toda esta realidade foi lida e analisada a partir dos três ministérios básicos da vida cristã que são os mesmos do próprio Jesus Cristo: Sacerdote, Profeta e Rei (Pastor).

     

    •k.       Ao Ministério Sacerdotal corresponde a Ação litúrgica, fonte e ápice da vida cristã. A liturgia ocupa, na ação evangelizadora da Igreja, um lugar central. Ela é "o ponto culminante para o qual tende a ação da Igreja e, ao mesmo tempo, a fonte de onde emana toda a sua força". Nela, o discípulo realiza o mais íntimo encontro com o seu Senhor e, dela, recebe a motivação e a força máximas para a sua missão na Igreja e no mundo.

     

    •l.        A liturgia é a celebração do Mistério Pascal da morte e ressurreição de Cristo e de toda a história da salvação.  Para que isto aconteça é preciso que os ministros ordenados e leigos, sejam formados "na estrada de uma catequese de caráter mistagógico, ou seja, que leve os fiéis a penetrarem cada vez mais nos mistérios que são celebrados". Isso supõe que cada celebração seja devidamente preparada e avaliada quanto a este objetivo.

     

    •m.     Os sacramentos são sinais da comunhão com Deus, em Cristo, pelo Espírito Santo, que marcam com sua graça momentos fortes da vida. O domingo é a celebração do Mistério Pascal. É, pois, o principal dia de festa. É o dia em que a família de Deus se reúne para "escutar a Palavra e repartir o Pão consagrado, recordar a ressurreição do Senhor na esperança de ver o dia sem ocaso, quando a humanidade inteira repousar diante do Pai".

     

    •n.        Palavra de Deus e eucaristia são duas formas diferentes da presença de Jesus Cristo no meio do povo da nova aliança. O ideal seria que todas as comunidades pudessem celebrar a eucaristia, especialmente aos domingos. Todavia, inúmeras razões como: a falta de ministros, o número de comunidades cristãs, sua dispersão em lugares afastados e outros motivos, impedem que as comunidades participem da celebração eucarística dominical. Por isso as Celebrações da Palavra sem Padre cumprem uma função muito importante no Sudoeste do Paraná.

     

    •o.       O ano litúrgico "revela todo o mistério de Cristo no decorrer do ano, desde a encarnação e nascimento até a Ascensão - Pentecostes e à expectativa da feliz esperança da vinda do Senhor". Propõe-nos um caminho espiritual, ou seja, a vivência da graça própria de cada aspecto do mistério de Cristo presente nas diversas festas e nos diversos tempos litúrgicos.

     

    •p.        Ao ministério Profético corresponde a Animação Bíblica Pastoral.  A proclamação da Palavra de Deus pela Igreja é decisiva para a fé do cristão, já que ela possibilita o acolhimento livre do anúncio salvífico da pessoa de Cristo. O poder do Espírito e da Palavra contagia as pessoas e as leva a escutar Jesus Cristo, a crer nele como seu salvador, a reconhecê-lo como quem dá o pleno significado a suas vidas e a seguir seus passos. Leva-os a fazer a sua "experiência" com o Senhor.

     

    •q.       O anúncio e a acolhida da Palavra são, portanto, fundamentais para a vida e a missão da Igreja e ocupam lugar central na Liturgia. Cristo "está presente em sua Palavra, pois é ele quem fala quando se lêem as Sagradas Escrituras" (SC, 7). Assim a proclamação da Palavra de Deus na Liturgia torna-se para os fiéis a primeira e fundamental escola da fé.

     

    •r.        Faz-se necessário, pois, uma pastoral bíblica entendida como "animação bíblica da pastoral, que seja escola de interpretação ou conhecimento da Palavra, de comunhão com Jesus ou oração com a Palavra". Entre as muitas formas de se aproximar da Sagrada Escritura, existe uma privilegiada, à qual somos todos convidados: a lectio divina ou exercício de leitura orante da Sagrada Escritura. Com seus quatro momentos (leitura, meditação, oração e contemplação) favorece o encontro pessoal com Jesus Cristo.

     

    •s.        O ministério da Palavra exige o ministério da catequese a todos, porque "fortalece a conversão inicial e permite que os discípulos missionários possam perseverar na vida cristã e na missão em meio ao mundo que os desafia". É necessária uma catequese não ocasional, mas permanente, que implica melhor formação dos responsáveis e um itinerário catequético permanente que não se limite a ser uma formação meramente doutrinal, e sim uma verdadeira escola de formação integral. É preciso continuar oferecendo aos leigos oportunidades de formação bíblico-teológica, o que exige uma renovação da pastoral catequética nas paróquias.

     

    •t.        Ao ministério Real (Pastoral) corresponde a Pastoral Social em vista da promoção humana integral. Assumir com nova força a opção preferencial pelos pobres exige que todo processo evangelizador seja de promoção humana e promova a autêntica libertação, sem a qual não é possível uma ordem justa na sociedade. A verdadeira promoção humana deve ser integral, isto é, precisa abarcar a pessoa inteira e todas as pessoas, fazendo-as sujeitos de seu próprio desenvolvimento (Cf. DAp 399). Isso implica promover caminhos mais efetivos, com a preparação do compromisso dos leigos para intervir nos assuntos sociais (Cf. DAp 400). A pastoral social deve:

    •a.       Renovar-se em suas estruturas e métodos;

    •b.       Ser orgânica e integral, fazendo-se presente nas realidades de marginalização e exclusão, onde a vida está ameaçada (Cf. DAp 401);

    •c.       Dar acolhida e acompanhar as pessoas excluídas (Cf. DAp 402);

    •d.       Comprometer-se com ações concretas que tenham incidência nos Estados, para a aprovação de políticas sociais e econômicas que atendam às várias necessidades da população e que conduzam para um desenvolvimento sustentável (Cf. DAp 403).

     

    •u.       A opção preferencial pelos pobres é um dos traços que marca a fisionomia da Igreja no Continente (Cf. DAp 391). Ela está implícita na fé cristológica, naquele Deus que se fez pobre por nós, para nos enriquecer com sua pobreza (Cf. DAp 392). Por isso, somos chamados a contemplar, nos rostos sofredores de nossos irmãos, o rosto de Cristo que nos chama a servi-lo neles. Eles interpelam a essência do ser da Igreja, da pastoral e de nossas atitudes cristãs (Cf. DAp 393).

     

    •v.       Enfim, a opção pelos pobres para que seja preferencial, implica que atravesse todas as nossas estruturas e prioridades pastorais (Cf. DAp 396). Em tempos marcados pelo individualismo, a opção pelos pobres corre o risco de ficar num plano teórico ou emotivo; por isso, evite-se toda atitude paternalista, dedicando a eles tempo, atenção, escuta, acompanhamento em seus momentos difíceis e procurando, a partir deles, a transformação de sua situação (Cf. DAp 397). Eles, os pobres, continuam sendo sujeitos da evangelização e da promoção humana integral (Cf. DAp 398).

     

     

    OBJETIVO GERAL:

     

    Evangelizar, a partir do encontro pessoal com Jesus Cristo, numa diocese discípula missionária, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres e excluídos, num estilo de pastoral de conjunto, promovendo a dignidade da pessoa, renovando a comunidade eclesial e participando da construção de uma sociedade justa e solidária.

     

    ASPECTOS TEOLÓGICOS COMPLEMENTARES

     

    O objetivo pastoral da Igreja diocesana neste quadriênio (2010-2014) está alicerçado nos grandes pilares de origem cristológica e pneumatológica: "Evangelizar". Este mandato, a convite do próprio Jesus, dimensiona a grandiosidade desta ação da qual seus discípulos foram incumbidos de uma missão sempre nova. Esta missão, com a força do Espírito de seu fundador, encontra a sua cidadania eclesiológica nos tempos modernos pela Exortação Apostólica Pós-Sinodal sobre a Evangelização no Mundo Moderno do Papa Paulo VI, a "Evangelii Nuntiandi".  Tudo parte de Cristo evangelizador para uma Igreja evangelizadora. Esta por sua vez, "seguindo os passos de Jesus e adotando suas atitudes" (DA 31) cumpre sua missão.

     

    Evangelizar...

     

    Consiste na tônica da ação da Igreja que pretende unir as extremidades do tempo desde a ação histórica de Cristo ao que confere a sua ação essencial, por receber de seu próprio Senhor, este mandato. Esta ação que faz elo de unir no decorrer de cada época, se apresenta nos nossos dias a fecundidade da ação de seu Senhor. Evangelizar não constitui num ato desprovido do que é próprio de Deus, mas está alicerçado no que é mais profundo daquilo que Jesus se fez a conhecer. Ou seja, Jesus se tornou conhecido pelas características da ação de evangelizar e tornou-se Evangelho. Por isso, esta ação requer ser a Boa Notícia, portadora de seu Espírito no mundo.

     

    ... A partir do encontro pessoal com Jesus Cristo...

     

    A Igreja responde a questão a partir de que maneira atualizar no tempo a Boa notícia de Jesus. A Igreja apresenta diversas formas de se encontrar pessoalmente com Jesus: através das formas sacramentais, especialmente pela Eucaristia e nos sacramentos do mundo: os pobres. Neles, o encontro com Jesus se torna renovado e a missão vitalizada pelo espírito de seu Senhor (DA 31). Um encontro "real" que não traz as marcas da distância, mas a proximidade antecipada do encontro escatológico com o Senhor.

     

    ...Numa diocese discípula missionária,...

     

    Não une somente o Senhor e uma história particular sem rosto, mas também na geografia da história diocesana que aprende de seu Senhor o discipulado e a missionariedade. Evoca o sentido coletivo da Igreja de discípulos e missionários, não restritos somente ao clero, mas a todo povo de Deus. O povo de Deus tornando-se discípulos missionários de Jesus Cristo. A marca da fidelidade ao seu senhor que se encontra no seguimento.

     

    ... À luz da evangélica opção preferencial pelos pobres e excluídos,...

     

    Evoca a tradição teológica da Igreja latina americana instituída desde a Conferencia de Medellín (cf. DA 396), e renovada e atualizada na Conferencia dos Bispos Latino Americanos em Aparecida, onde mostra os novos rostos de pobres entre os quais a Igreja se faz com eles o anuncio profético-social (DA 402). Encontra seu fundamento onde "tudo o que tenha relação com Cristo tem relação com os pobres e tudo o que está relacionado com os pobres clama por Jesus Cristo" (DA 393).

     

    ... Num estilo de pastoral de conjunto...

     

    O trabalho da Igreja acontece por uma via coordenada em que os resultados dependem da atuação conjunta. Além de um convite a atuação comunitária envolvendo todas as forças, indica o modo estratégico para os resultados.  Requer desprendimento do espírito individualista tão característico e familiar aos tempos modernos, para revestir-se da humildade de poder trabalhar com o outro. Atrás dessa proposta da Igreja diocesana, deve ser lida uma denuncia de um estilo de fazer pastoral que não é eclesial, mas responde a egos exclusivamente pessoais, grupais e movimentos. Nenhum ente individual poderá reivindicar para si a necessidade exclusiva particular de querer trabalhar para a Igreja, sem ser primeiro trabalhar como Igreja. A ação de evangelizar não adquire sua plenitude, sem passar pela atitude kenótica e ressuscitada impressa " ... estilo de pastoral de conjunto...", sob uma coordenação diocesana.

     

    ...Promovendo a dignidade da pessoa....

     

    Uma Pastoral de Conjunto da Igreja que se constitui apontando para a necessidade de reconstruir os fundamentos da pessoa em sua humanização.  A Conferencia de Aparecida aponta para "uma renovada pastoral social para a promoção humana integral" (DA 399) dos "rostos sofredores que doem em nós" (DA 407ss) para promover um desenvolvimento que possam passar das "condições de vida menos humanas a condições mais humanas"(Populorum Progressio 20).

     

    ... Renovando a comunidade eclesial...

     

    Uma pastoral de conjunto propondo uma renovação eclesial a partir do reencontrar-se com suas fontes. A renovação que não teme os novos sinais dos tempos, porque está alicerçada na natureza cristológica e pneumatológica, ao contrário lança-se aos desafios porque confia muito mais em Seu Senhor do que em seus temores e medos.

    A renovação é marca da fidelidade ao Senhor, por que não só o invoca, mas conta com sua presença atualizante. O Pentecostes oferece toda a sustentabilidade da renovação eclesial, que permite a mesma Igreja de Jesus, ser fiel a Ele e ser fiel ao tempo.

     

    ...E participando da construção de uma sociedade justa e solidária.

     

                Uma ação evangelizadora que não cabe fazer oposição entre uma compreensão ad intra e ad extra.  Ação de evangelizar não se detém num trabalho de sacristia da Igreja como instituição, mas enfrentar o mundo como "agente" em sua complexidade, com seus organismos que decidem com mecanismos, estratégias próprias, a vida e o modo de viver dos seres humanos. A ação de evangelizar constitui uma convocação profética ad extra da Igreja em ser "sal da terra e luz do mundo".

     

     

    PROPOSTAS APROVADAS PARA O MINISTÉRIO PROFÉTICO - PALAVRA

     

    ÂMBITO DA PESSOA

    Desafio: O encontro pessoal com Jesus Cristo a partir da Palavra de Deus.

    Pistas de Ação:

    1.  Promover a Leitura Orante da Bíblia (Lectio Divina) em nível pessoal, nos pequenos grupos e comunidades utilizando o subsídio da Pastoral Familiar.

    2.Continuar a formação permanente (bíblica, teológica, espiritual e humana) elaborando projetos de formação nas paróquias e decanatos.

     

    ÂMBITO DA COMUNIDADE

    Desafio: A organização das comunidades a fim de suscitar e formar líderes com perseverança e espírito missionário.

    Pistas de Ação:

    •1.    Fortalecer a Pastoral Familiar, o Setor Juventude e a Pastoral dos Adolescentes, promovendo encontros de formação e espiritualidade.

    •2.    Criar na comunidade grupos de pessoas visitadoras das famílias, visando compromisso com a comunidade de fé.

    •3.    Repensar nossas estruturas comunitárias, paroquiais e diocesanas, redimensionando as assembléias, os conselhos de pastoral e conselhos administrativos.

     

    ÂMBITO SOCIEDADE

    Desafio: O uso dos Meios de Comunicação Social e mecanismos virtuais a serviço do anúncio da Palavra e da formação dos cristãos.

    Pistas de Ação:

    •1.    Preparar agentes (padres e leigos) a fim de usar os Meios de Comunicação Social, favorecendo a participação em cursos de especialização.

    •2.    Reafirmar a palavra da Igreja (doutrina, princípios e valores) em favor da vida e contra a cultura de morte, recuperando os seus pronunciamentos oficiais.

     

     

    PROPOSTAS APROVADAS PARA O MINISTÉRIO SACERDOTAL - LITURGIA

    ÂMBITO PESSOA

    Desafios: A ação litúrgica da nossa Igreja diocesana que proporcione autênticos  encontros com Jesus Cristo e resgate o sentido de pertença à Igreja.

    Pistas de Ação:

    1.Fazer das nossas ações litúrgicas oportunidades de encontro pessoal com Jesus Cristo, promovendo encontros de formação litúrgico-pastoral.

    2. Valorizar a dimensão simbólica da liturgia a fim de uma maior compreensão do sentido salvífico, vivenciando uma profunda experiência de Deus.

     

    ÂMBITO COMUNIDADE

    Desafio: A comunidade como lugar privilegiado de crescimento na fé e o resgate do sentido de pertença eclesial.

    Pistas de Ação:

    1. Valorizar a celebração litúrgica como oportunidade de evangelização e crescimento na fé, revitalizando a pastoral litúrgica e seus agentes.

    2. Renovar as equipes litúrgicas, acolhendo novos membros e formando-as segundo as normas e orientações da Igreja. 

     

    ÂMBITO SOCIEDADE

    Desafios: Ações litúrgicas que iluminem "as alegrias e esperanças, as tristezas e angústias" do Povo de Deus.

    Pistas de Ação:

    •1.       Celebrar as festas das comunidades valorizando mais o Sagrado, destacando a espiritualidade dos padroeiros e o seu testemunho de fé.

    •2.       Valorizar nas comunidades o domingo, Dia do Senhor, e os feriados religiosos.

    •3.       Vivenciar uma liturgia mais inculturada, inspirando-se nas experiências das Comunidades Eclesiais de Base - CEBs.

     

     

    PROPOSTAS APROVADAS PARA O MINISTÉRIO REAL (PASTOREIO) - CARIDADE

    ÂMBITO PESSOA

    Desafios: A dignidade da pessoa humana numa sociedade pluralista e o amor misericordioso aos pobres e excluídos.

    Pistas de Ação:

    •1.    Desenvolver uma Pastoral da Acolhida, investindo na promoção humana e na inclusão dos pobres e excluídos.

    •2.    Fortalecer a Pastoral do Dízimo, dinamizando-a em vista da evangelização e da promoção humana.

     

    ÂMBITO COMUNIDADE

    Desafio: A Evangelização da cultura urbana, nas diferentes realidades sociais.

    Pistas de Ação:

    •1.       Organizar os Conselhos de Pastoral Paroquial (CPPs) e a Pastoral Urbana, tendo em vista o estilo da Pastoral de Conjunto.

    •2.       Planejar as festas e promoções de nossas comunidades eclesiais, na medida do possível sem bebidas alcoólicas, valorizando a fraternidade e o convívio social.

     

    ÂMBITO SOCIEDADE

    Desafio: As Pastorais Sociais, a consciência ecológica humana e biodiversidade e o compromisso sócio-político.

    Pistas de Ação:

    •1.       Organizar a representação da Igreja nos diversos organismos sociais, participando dos Conselhos, Comitês, Escolas, Fóruns, ONGs, Movimentos Ecológicos, Sindicatos, Cooperativas e outros.

    •2.       Recuperar o protagonismo social da diocese, formando seus representantes através da Escola de Educação Política e Fé e outros.

     

     

    ATIVIDADE ESPECIAL PARA 2011, APROVADA NA X ASSEMBLEIA DIOCESANA DE PASTORAL:

     

    Tendo em vista a necessidade da Pastoral de Conjunto e uma formação mais aprofundada na diocese a X Assembleia aprovou um ano de formação com todas as lideranças da paróquia sobre temas determinados pela diocese: Past. de Conjunto, Palavra de Deus (Exortação Apostólica Pós-Sinodal Verbum Domini) e o Doc. de Aparecida, etc.

     

     

     

     

     

    ORAÇÃO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2011

    Senhor Deus, nosso Pai e Criador.
    A beleza do universo revela a vossa grandeza,
    A sabedoria e o amor com que fizestes todas as coisas,
    E o eterno amor que tender por todos nós.

    Pecadores que somos, não respeitamos a vossa obra,
    E o que era para ser garantia da vida está se tornando ameaça.
    A beleza está sendo mudada em devastação,
    E a morte mostra a sua presença no nosso planeta.

    Que nesta quaresma nos convertamos
    E vejamos que a criação geme em dores de parto,
    Para que possa renascer segundo o vosso plano de amor,
    Por meio da nossa mudança de mentalidade e de atitudes.

    E, assim, como Maria, que meditava a vossa Palavra e a fazia vida,
    Também nós, movidos pelos princípios do Evangelho,
    Possamos celebrar na Páscoa do vosso Filho, nosso Senhor,
    O ressurgimento do vosso projeto para todo o mundo.

    Amém.

     

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